Nunca desista!
Assim como está escrito: “Aprendemos do Rabi Yehuda que não existe pecado no mundo que a pessoa não possa se arrepender (teshuvá) salvo a transgressão de expelir o sêmen em vão (zêra levatalá). Até mesmo os perversos verão a Shechinah na hora da sua morte, menos sobre os quais é dito: ‘Nem o mal residirá em você’ de forma alguma, salvo por este pecado (Zohar 219b, Vayechi).
Este Zohar é muito assombroso. Como entender isso? Como é possível que este pecado não tenha teshuvá? Realmente, “a gravidade da transgressão do brit sobrepuja praticamente qualquer outra, pois ela tem repercussões aqui e em todos os mundos superiores de maneira terrível e avassaladora. Mesmo para os não judeus que obviamente não têm brit, eles são igualmente proibidos de se profanar através das relações ilícitas, todas significando o expelir de sêmen em vão. Este Zohar afirma que não existe teshuva para este pecado – uma transgressão que elimina o desejo da pessoa pela aproximação com D-us e a experiência de espanto d’Ele (além de exilar almas nas forças do mal). Mas nossos mestres, explicaram que não devemos nunca desistir e que existem sim alguns remédios espirituais para esta tão retificação necessária que resgata a pessoa da densa escuridão que a encobre. Isto ocorre somente através da teshuva verdadeira arrependimento e ações específicas para a pessoa. Com isso, a pessoa poderá voltar a se sensibilizar com as realidades divinas, e assim desejar se conectar com Hashem” (Rabino Avraham Chachamovits, Darósh Darásh, pg. 195).
Evitando Situações Problemáticas
A pessoa deveria ser cautelosa para evitar qualquer situação que desperte pensamentos pecaminosos. Os sábios da Torá dizem que a pessoa que pondera sobre o cometer de um pecado não ganhará entrada no pátio celestial de Hashem. Todo indivíduo que permitir sua iêser hará (“má inclinação”) de excitá-lo é chamado de rah (“mau”). A iêser hará opera no princípio de que hoje ela persuadiu a pessoa a cometer uma pequena aveirah (“pecado/transgressão”); amanhã, outra pequena aveirah. Eventualmente, as transgressões crescem e se tornam mais severas, até o ápice que é a idolatria e a imoralidade.
Todo indivíduo que propositalmente causa uma ereção em si deveria ser excomungado, pois ele está se autosseduzindo. A pessoa não deve olhar para tudo que possa excitá-la, tal como mulheres casadas ou solteiras bonitas ou não, as roupas atraentes das mulheres, ou até mesmo animais coabitando, pois todos estes comportamentos podem despertar a pessoa a comportamentos inapropriados ou causar até emissões involuntárias.
Quando perdidos são os indivíduos que se permitem ser seduzidos pela doce fala da iêser hará. Eles perderão a oportunidade de merecer o olám habá (“mundo vindouro”) e ao contrário, herdarão o guehinom (“inferno”). Louvado é toda pessoa que busca ganhar favor, através da conduta correta, aos olhos do Criador. Este indivíduo é conhecedor dos engodos da iêser hará e se mantém em constante combate para derrota-los. Ele cuida dos seus olhos de visões indesejáveis.
Com este mérito, ele saudará a face da Shechinah (“Presença Divina”). Assim como traz o Midrash (Yalkut Shimoni, Ki Tetseh 961), o verso “Ele fecha os olhos de olhar o mal” é seguido por, “Seus olhos fitarão o Rei no Seu esplendor”. Que Hashem em Sua abundante misericórdia remova de nós iêser hará, nos purificando de todas as suas contaminações, e nos dê um novo e puro coração, um novo espírito. Amém.
O Chofetz Chaim, Sefer Machaneh Yisrael, Capítulo 12
Parashá Vayeshev e o Brit Kôdesh
Um video muito importante com revelações e resumo dos vários assuntos abordados neste site:
Sexo e os Ataques Psíquicos
O material deste site tem explorado inúmeras dimensões do assunto judaico de Brit Kôdesh, bem como o que transcende o judaico, sobre as relações sexuais ilícitas. O novo material aqui presente trata de algo que já foi sim mencionado neste site, mas que agora é adentrado para ajudar a todos que buscam retificação e proteção na Torá. Este material é um breve resumo dos mesmos assuntos tratados no livro fundamental, “Cuidado! Sua alma pode estar em perigo“. Que todos tenham a força e sabedoria de receberem estas instruções no coração para seu crescimento espiritual verdadeiro e assim, contribuir para o apressar da vinda do verdadeiro Mashiach, amém.
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Relações proibidas implicam na transgressão dos Dez Mandamentos
Ambos as partes envolvidas em uma relação proibida como definida pela Torá (e de escopo diferente entre judeus e não-judeus) transgrediram os Dez Mandamentos, assim como delineado pelo Midrash (Yalkut Shimoni, Nassô 407).
- Aqueles que cometem adultério negam a soberania de Hashem, como diz o verso “Ele negaram [a providência de Hashem], e eles disseram, ‘Isto não é verdade; nenhum dano virá sobre nós e nós não veremos a espada da fome’” (Jeremias 5:12).
- Eles transgridem, “Não terás outros deuses diante de Mim” (Êxodo 20:3). Assim como é dito, “E um espírito de ciúmes veio sobre ele etc.” (Números 5:14). E porque isto é trazido aqui duas vezes? Porque a sotah (a esposa suspeita) incitou Hashem e seu marido. E em consonância com isso, está escrito: “Qual é a oblação de ciúmes?“ (Números 5:15), e “ciúmes” ocorre no plural.
- Eles transgridem, “Não jurarás em vão em nome do Eterno, teu D-us” (Êxodo 20:7). A pessoa que comete adultério jura que ele é inocente.
- Eles transgridem, “Honrarás teu pai e mãe” (Êxodo 20:12). A criança nascida deste tipo de união considera o marido como seu pai e o honra também. Entretanto, ele poderá amaldiçoar o adúltero que é seu pai verdadeiro sem perceber isso.
- Eles transgridem, “Não matarás” (Êxodo 20:13). O adúltero age com intenção de matar ou ser morto se ele for pego no ato.
- Eles transgridem, “Não adulterarás” (Êxodo 20:13), o que é óbvio.
- Eles transgridem, “Não furtarás” (Êxodo 20:13). Ele rouba a tranqüilidade de seu vizinho. De modo semelhante é dito: “Águas roubadas são doces” (Provérbios 9:17).
- Eles transgridem, “Não darás falso testemunho contra teu próximo” (Êxodo 20:13). Ela dá falso testemunho dizendo a seu marido que ela está grávida dele.
- Eles transgridem, “Não cobiçarás” (Êxodo 20:14). O adúltero cobiça a esposa e as posses de seu vizinho. Como assim? Quando o marido escreve um testamento pensando que o filho de sua esposa é dele, ele deixa seu legado a este filho sem saber que ele não é seu filho.
- Eles transgridem, “Lembra-te do dia do Shabat para santificá-lo” (Êxodo 20:8). Se um cohen se casa com uma não-cohenet e ela comete adultério, a criança é assumida de ser um cohen. Quando ele cresce e realiza o avodah no Beit HaMikdash no Shabat, ele está profanando o Shabat, uma vez que na realidade, ele não é cohen de forma alguma.
A Torá prescreveu uma punição para as pessoas envolvidas nas relações proibidas. “Qualquer um que comete qualquer uma destas abominações será corta do seu povo [de Israel]” (Levítico 18:29). O návi (“profeta”) também nos avisou do envolvimento nestas relações, dizendo: “Pois Yehudah profanou a nação santa [Povo de Israel] de Hashem, a qual Ele amou, e tomou em casamento a filha de um deus estranho. Que Hashem elimine de uma pessoa que faz isso qualquer filho e descendente das tendas de Jacob” (Malaquias 2:11-12).
E eu cito do Sefer Maados HaMidos: “Meu amado, se guarde das relações proibidas, pois a pessoa é facilmente atraída por elas. E uma vez que ela é seduzida, ela perderá sua porção no olám habá [‘mundo vindouro’]”, pois estas fazem parte das aveirót (“transgressões”) mais severas uma pessoa pode cometer.
O Chofetz Chaim, Sefer Machaneh Yisrael, Capítulo 18
Cuidar dos olhos é cuidar do Brit
O último comentário do Rashi na porção Shelách Lechá afirma: “O que os olhos vêem, o coração deseja e as mãos fazem”. Portanto, ser shomêr habrít depende muito da pessoa ser shomêr eináyim (“quem guarda os olhos”).
E é sobre esta pureza vital para um caminho reto que ensina o grande mestre cabalista discípulo do Ari”zal, o Rabi Eliyáhu de Vídas (1518–1592) muitas lições. Ele afirma: “Tudo que a pessoa olha, a imagem penetra e se fixa ela mesma na mente, e quando a pessoa vem a rezar ou estudar Torá, estas imagens materiais aparecem em sua mente, e elas danificam e invalidam seus pensamentos, e ele não consegue se concentrar como é devido. Isto é assim, pois seus olhos somente vêem através do poder que reside na alma e a alma recebe estas imagens através dos olhos. E se a pessoa olha e sua alma recebe estas imagens que chegam através dos olhos e se a pessoa olha a nudez etc., ela causa a nudez de penetrar em um lugar alto” (Reshit Chochmah, Portal da Santidade).
Reshit Chochmah – A Pureza Dos Olhos
O Sêfer Sêder HaYóm explica…
Se a pessoa faz um hábito na transgressão de manchar o Pacto (poguêm habrít), seu pecado é grande demais para ela suportar. Estas são as pessoas que trazem a ira de D-us para o mundo, trazendo epidemias e morte de vários tipos. E isto é especialmente verdade se sua má inclinação o agitou e ele comete este ato do mal diante de outras pessoas ou amigo, ou se ele provocou outras pessoas a cometer a mesma coisa (exemplo disso é a impiedosa transgressão do sexo grupal). Pois este indivíduo profana o Nome de D-us, pecando e causando outros a pecar; sua transgressão cresce muito severamente de fato, alcançando os céus. E isto é ainda mais intenso se sua sede não se satisfaz através destes pecados e ele vai e comete os pecados incomensuráveis de uma relação homossexual e incesto, pois estes comportamentos libertinos são um pecado horrível diante de D-us e são chamados de abominações. Como pode uma pessoa assim erguer sua cabeça? Como pode ela comer ou beber? Como pode ela se vestir com belas roupas enquanto as suas vestimentas da alma são imundas, cada aspecto de sua alma manchado, ao ponto que estes comportamentos o levaram à separação com Hashem e exilaram sua própria alma (nas forças do mal)? Sua querida e exaltada alma, de abençoada glória e honrar se mantém acorrentado pelo mal, pois ele a fez impura e a tratou como algo vil. Como pode uma pessoa assim ser feliz e se alegrar? Como pode uma pessoa assim tão baixa encher sua boca com risadas ou olhar para outras pessoas assim?
Rabi Moshe Ben Yehuda Machir – um contemporâneo do Ari”zal - Sêfer Sêder HaYóm 37b
O alerta do Sêfer Kav Yashár sobre ser poguêm habrít
O Rei David implorou a D-us que o bando dos shêdim (“demônios”) Lilit, que seu nome seja apagado, que são conhecidos como Kêri, não aparecessem para ele, pois eles causam o homem de emitir seu sêmen em vão durante seu sono à noite. E como uma criança pode ser concebida de cada gota, emitir sêmen em vão é considerado como o assassinato destas gotas pelas mãos da pessoa. Portanto, aquele indivíduo que expele sêmen em vão está diretamente ligado, portanto sob o domínio da Sítra deMotá, o Lado da Morte. E é por isso que David pediu, “Faça-me viver em Teus caminhos” (Salmo 25:4). Ou seja, ele orou para ficar sob o domínio da Sítra DeChayei, o Lado da Vida, e assim ser salvo de expelir o sêmen em vão. É mencionado no santo Zohar (263a, Pecudêi) que existe um anjo designado sobre todo judeu que expele seu sêmen em vão. E sob a regência deste anjo, existem também milhares e milhares de kateigórim (“acusadores celestiais”), shêdim e anjos destruidores, todos os quais causam a pessoa de se impurificar. Aí então, eles pegam as gotas do sêmen do judeu e trazem (a energia espiritual delas) para o Alto, causando uma marca do seu brit no seu corpo de se tornar escravizada pelo Aspecto da Impureza. Ai do homem que causa a santidade de se tornar escrava da impureza!
Rabi Tzvi Hirsch Kaidanover, Kav HaYashár, capítulo 22.
O Ben Ish Hái e a transgressão de zêra levatalá
“E a terra corrompera-se diante de D-us” (Gênesis 6:11). Agora, porque é dito “diante de D-us”? De fato, tudo que acontece no mundo é diante de D-us! Chazál (“os sábios, de abençoada memória”) nos ensinam: apesar de que a geração do Dilúvio cometeu inúmeros pecados, a transgressão principal pela qual eles foram destruídos foi a de emitir o sêmen em vão. É por isto que quando Chazál se refere a este pecado eles dizem ser o “pecado da geração do Dilúvio”.
Nossos rabinos contam que este pecado é igual ao assassinato. Nas gerações antigas, as pessoas não conseguiam compreender o conceito da vida antes do desenvolvimento do feto. Argüia-se que se uma pessoa destruísse uma mobília fina, ela deveria ser punida. Entretanto, se a pessoa cortasse uma árvore antes que a cadeira ou mesa fossem feitas, isso não implicaria em erro algum, pois a árvore ainda não tinha sido transformada em alguma coisa. Esta analogia está errada. Somente depois da invenção do microscópio, quando se tornou possível analisar a semente do homem, que se tornou aparente que de fato existia vida antes da criação do feto. Este pecado não é feito em público. E por isso o verso afirma que a terra se corrompeu “diante de D-us”.
(O grande cabalista, Chacham Yossêf Chayim,
o Ben Ish Hái, Ód Yossêf Hái, Parashá Nôach)










