Sobre briskodesh
Rabino Avraham Chachamovits
Pela Graça de D-us:
A Shechiná (“Presença Divina”) não reside aonde existe forças do ego e auto-engrandecimento se manifestam, a saber, nos comportamentos imodestos. Estas forças são chamadas de chitzonim (“externalidades”) – as klipót (“cascas”), pois elas estão longe do cerne da kedusha (“santidade”) na pessoa e no universo. O Zohar (82, Kedoshim) explica que D-us constritou Sua essência para criar um mundo de diversidades. Entretanto, quanto mais a Luz Infinita é contraída, mais as forças da escuridão podem florescer. Através das pessoas se focam em si mesmas e suas aparências físicas chamativas, elas podem se tornar com verdadeiros veículos para estas forças escuras, e assim perdendo completamente seu contato com o Divino. E deste modo, o Divino se oculta destas pessoas, sendo “forçado” a partir, por assim dizer, através das iniciativas egotistas destas pessoas. Por isso está escrito: “A glória do Rei está na ocultação” (Provérbios 25:2), a saber, na modéstia e recato dos comportamentos – todos eles – no trajar, no falar, no agir, e sim, no pensar. A pessoa precisa ser treinar para andar com modéstia perante a D-us, pois o kavód Elokim (“honra a D-us”) é o propósito maior na vida.
Rabino Avarham
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Breve resumo das Halachót sobre as proibições de seclusão com uma mulher
- Um indivíduo que teme a D-us é proibido de ficar sozinho com qualquer mulher, seja ela jovem ou velha, judia ou não judia, ou seja ela sua parente próxima ou distante, como as seguinte se únicas exceções: um pai é permitido de ficar sozinho com sua filha, uma mãe com seu filho, um marido com sua esposa.
- Se o indivíduo é acompanhado por sua esposa, ele então pode estar junto com ele e outra mulher também, pois a sua esposa o observa. Entretanto, uma mulher judia não pode estar sozinha com um não judeu, mesmo que sua esposa o acompanhe. E uma mulher judia não pode estar sozinha com vários não judeus mesmo que eles estejam acompanhados de suas esposas.
- Uma mulher pode ficar sozinhas com dois homens virtuosos, mas somente se em uma cidade e durante a luz do dia. No campo ou à noite e mesmo em uma cidade, é necessário que hajam pelo menos três homens virtuosos.
- Uma mulher (bat Nôach) não deveria jamais ficar se isolar com homens imorais, mesmo que eles sejam muitos, a menos que suas esposas estejam com eles.
- Um homem não pode estar sozinho com duas mulheres. Algumas autoridades permitem um homem de estar sozinho com três ou mais mulheres, desde que sua vocação ou trabalho não seja de lidar normalmente com mulheres. Outras autoridades proibem este tipo de evento.
- Um homem pode estar sozinho com uma mulher se seu marido estiver na cidade e em vias de chegar ao seu encontro.
- Um homem é permitido de estar sozinho com uma mulher em uma sala se a porta que se abre for para a passagem pública, durante o dia ou no início da noite, se houver pessoas que passem por perto nesta área pública. Entretanto, a mulher não deve estar sozinha com um amigo, como alguém que ela conhece desde sua tenra idade ou um parente, ou com um homem que seu marido já lhe avisou de não estar em seclusão com ele. Nestes casos, ela não pode estar com este indivíduo mesmo que o marido esteja na cidade e próximo a voltar, e mesmo que a porta do local se abra para a via pública.
- Um homem não casado não pode ensinar crianças, pois suas mães costumeiramente visitam a escola, e não é incomum que situações surjam e uma delas acabe ficando sozinha com este homem. Se ele for casado, sua espsoa não precisa trabalhar junto com ele. Desde que ela esteja na cidade, ela pode estar lá ou em casa. Entretanto, uma mulher não pode ensinar crianças mesmo quando seu marido está na cidade, a não ser que ele trabalhe com ela ou esteja em casa com ela (se ela ensinar em casa), devido aos pais que trazem suas crianças para a escola.
Rabi Shlomo Ganzfried, Kitsur Shulchan Aruch, Capítulo 152
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A tentação sexual é o teste principal na vida. Ele é enviada para nos desafiar e refinar. Quando você é sujeito a este teste, ele coloca você em um tipo de “exílio”. A pessoa testada deve clamar para D-us: grite e chore para Ele repetidamente, como uma mulher em trabalho de parto que chora devido a dor de suas contrações. Setenta vezes ela chora (Zohar 249b, Pinchas). Você deve fazer exatamente assim e chorar para D-us uma vez após outra até que Ele tenha piedade e ajude você a se fortificar e quebrar o seu desejo. Novas ideias e percepções de Torá nascerão deste esforço. Os segredos da Torá, os quais antes eram ocultos, serão agora revelados para você. Quanto maior a determinação que você se ergue com retidão diante deste teste, maior a revelação que você receberá da Torá e na profundidade da sua devoção a D-us. Você será capaz de ver as setenta faces da Torá.
Rebe Nachman de Bréslov, Likutei Etzot 36
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A pessoa deve ser cautelosa de não ficar triste, se lamentar e suspirar. A tristeza e suspiro causam impureza, pois estas são as características de Lilit (yemách shemó/que seu nome seja apagado), assim como seu nome implica, pois tem a raiz no termo para tristeza e lamúria. Ao adotar os caminhos deste shed feminino, o indivíduo dá poder para que ela faça o que bem desejar com ele, pois ele agora está no lado dela, que D-us nunca permita isso. Além disso, a característica de ficar triste é muito ruim porque causa a pessoa de negligenciar a Torá e a oração, deixando a mente confusa, aumentando a preguiça, portanto mantendo a pessoa distante das boas ações e do estudo da Torá. E tudo isso leva o indivíduo a discutir facilmente em sua casa sobre as coisas inúteis e triviais, causando-o de se tornar desprezado e odiado. Mais ainda, estes comportamentos negativos que se iniciam com a tristeza, lamentos e suspiros causam a Shechinah (“Presença Divina”) de se remover do seu pairar sobre a pessoa. Isto é assim, pois a Shechinah é chamada de alegria, e este homem é amargo e repleto de suspiros. E como se isso já não fosse o bastante, ele assim (pela lei da atração magnética) se liga a Lilit (yemách shemó), pois estas são as suas características. Ela o profana exatamente, pois ele agora é dela (e ela é um shed, um ser impuro). E vemos uma indicação disso em “tristeza faz sair a semente (ou seja, emitir o sêmen em vão)” (etsev mazria zera) um trocadilho (em Hebraico) do verso, “plantas que dão sementes” (eisev mazria zera, o verso do Gênesis 1:11). Portanto, você, filho do homem, que resolveu com sua boca e em seu coração corrigir a fundação (ou seja, o santo Brit), remova o mal de você sendo sempre alegre (na Torá e mitsvót). Quem sabe você merecerá se ligar a Shechinah, que é chamada alegria, quando ficar cheio de alegria em uma mitsvá. E deste modo, você não virá a pecar, “e você conhecerá que a sua tenda está em paz” (Jó 5:24).
Seleções do Chók L’Yisrael, uma obra originalmente compilada pelo grande cabalista, o Rabi Chayim Vital zt“l.
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Imediatamente depois que uma pessoa perversa comete o ato deplorável de emitir sêmen em vão, ou seja, de entregar seu sêmen para os shêdim (“demônios”), a sua tsélem Elokim (“imagem Divina”) foge dele e ele se torna uma besta do mal. E agora, em cada pelo de sua barba/cabelo 80.000 shêdim se estabelecem e clamam por ele: Tamêi! Tamêi! (“Impuro! Impuro!”) neste mundo e no próximo até que seu pecado seja perdoado através do gosto da morte, D-us nos livre. E somente com grande Teshuvah (“retorno a uma vida reta através do arrependimento de suas ações erradas”), o homem poderá aniquilar todas as klipót (“forças antagônicas a D-us”) e os shêdim que nasceram deste único ato perverso (imaginem se isto ocorre mais do que uma vez). Ela deveria tomar todas as providências possíveis e imagináveis para que nunca mais ela cometesse esta transgressão.
Rabi Yitzchak de Komarno, Zohar Chai, Parashá Nôach 62a. O Rebe de Kormano foi um grande cabalista (1806-1874).
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Tomba do Rabi Chayim Palaggi
“Mesmo quando o indivíduo precisa falar com uma mulher, seus olhos deveriam olhar para baixo e não olha-la por qualquer que seja a razão, pois verdadeiramente a vida dele depende disso. E assim será o bem para ele neste mundo e também no Mundo Vindouro”
Rabi Chayim Palagi, Tochachot Chayim, Parashá Vaetchanan. Rabi Palagi foi um grande mestre e rabino chefe de Izmir na Turquia (1788–1869).
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É proibido segurar o membro enquanto se urina. Se o indivíduo é casado isto é irrelevante, pois uma vez que ele pode manter relações com sua esposa*, ele normalmente não será indulgente nos pensamentos sensuais ou mesmo se auto-estimular, que D-us nunca permita. De qualquer maneira, o evitar disso é um assunto de piedade. Agora, quando não pela necessidade estrita de urinar, o que é descrito acima é proibido pela lei.
Rabi Shlomo Ganzfried, Kitsur Shulchan Aruch, Capítulo 151.
* Para os judeus somente este assunto é mais complexo devido às Leis de Pureza Familiar.
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Conselho #9:
A verdadeira força da piedade de uma pessoa é demonstrada sob as seguintes circunstâncias: um indivíduo devoto não joga fora a sua piedade mesmo quando outras pessoas o ridicularizam. Tudo o que ele faz é pelos céus. Ele não olha para mulheres. Sua piedade é colocada à prova especificamente quando ele está na companhia de outros homens em uma situação aonde mulheres se vestem com beleza e elegância, e todos estão fitando estas mulheres (como em uma festa, casamento, etc.), mas ele não as fita. E por isso, ele será recompensado com o bem abundante. Portanto, quando um homem se encontra com uma mulher, seja ela solteira ou casada, gentia ou judia, adulta ou menor, é melhor para ele virar a sua face de lado e não olhar para ela. E assim lemos em Jó: “Eu fiz um Pacto com meus olhos para não fitar uma virgem” (Jó 31:1). E o verso “Ele fecha os seus olhos para não olhar para o mal” (Isaías 33:15) se refere à pessoa que não olha para as mulheres quando elas estão envolvidas em trabalho, como lavar roupas. Quando elas lavam suas roupas, elas levantam suas saias para não suja-las e assim acabam descobrindo suas pernas. E como é sabido, as pernas de uma mulher são érvah (“nudez”), consideradas como uma excitamento sexual. E então disse o Sábio. “Não existe maior barreira para o despertar sexual do que fechar os seus olhos”.
Conselho #10:
Estes são desejos muito difíceis de serem controlados a não ser que a pessoa tenha sido ensinada desde sua infância de se restringir no olhar para mulheres. Portanto, todo homem precisa ensinar e educar seus filhos no caminho correto para que quando ele crescer não o abandone jamais.
O Sêfer Chassídim foi escrito pelo Rabi Yehudah HaChassíd, de abençoada memória, no final do século 12. Nesta obra extraordinária, ele oferece vários conselhos que abrangem inclusive os assuntos de Brit Kôdesh.
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O Tsadik desapareceu e homem algum dá atenção a isso. Devido aos nossos inúmeros pecados, estamos caminhando na segunda metade no milênio que corresponde a sefirá de Yessód (Fundação/Brit/Tsadik)… e ninguém sabe por que e como o Tsadik desapareceu. E os piedosos não percebem que a causa maior é o mal daquele que emite seu sêmen em vão (e ele é chamado literalmente de ‘mal’). Se a geração guardasse a santidade do Pacto (o Brit Kôdesh), eles adoçariam a qualidade de Yessód e não se perderiam na Galút (“Exílio/Diáspora Judaica). Isto é assim, pois a espada de Esáv somente rege e tem poder quando o Mazal (“constelação/estrela”) de Ma’adim (Edôm vem da palavra dam/sangue e “Marte”, o planeta vermelho), e aquele que faz o sangue da Milah (“Circuncisão”) correr, então o Mazal de Ma’adim não exerce poder sobre ele. Entretanto, todo indivíduo que profana e danifica seu Pacto sagrado, sua Órlah (“Prepúcio”) cresce e se torna como o incircunciso. E através disso a bênção de D-us cessa, e ao contrário, Ele causa a morte dos Tsadikim e o aumento dos dias do Exílio
Rabi Moshe Teitelbaum zt”l, o Satmar Rebe, Sefer Yismach Moshe, Parashat Devarim.
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“A busca dos ruchót (“espíritos”) por hospedeiros apropriados às suas necessidades (de preferência humanos) segue a lei natural de atração magnética de modo que, o tipo de comportamento indevido determina o tipo e força do ruach que poderá ser atraído ao alvo espiritual que esta pessoa se torna. A atração é sempre instantânea, pois como explicado sobre a lei da atração, proximidade é função de semelhança. Uma vez ‘instalado’ no hospedeiro, a força do ruach pode ser extraordinária, ainda que sua manifestação possa ser sutil por tempo indeterminado – até que fatores psicológicos de ordem moral forcem a sua expressão. Assim como os shêdim (‘demônios’), os ruchót se ‘alimentam’ dos fluidos que exibem a própria força vital da pessoa, tal como o sêmen e o sangue” (Rabino Avraham Chachamovits, “Cuidado! Sua alma pode estar perigo”, pg. 147).
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